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Tumores Palpebrais


Os tumores palpebrais são desordens relativamentes frequentes em oftalmologia veterinária. Aparecem como massas de forma e coloração variadas conforme sua classificação histológica. Algumas vezes vemos o neoplasma na face interna das pálpebras acarretando desconforto e algumas vezes ulcerando à superfície da córnea . Os tumores palpebrais tendem a ser extremamente invasivos localmente mas parecem ser de baixa malignidade referentes a produção de metástases em outros sítios do organismo . Sempre que possível deve-se proceder à biopsia da massa em questão para evitar-se dissabores futuros. A biopsia pode ser efetuada concomitante com a extirpação cirúrgica e deve contar com a compreensão e aquiescência do proprietário. Em relação ao tamanho e complexidade da massa envolvida podemos dizer que tumores com tamanho ou inserção até 1/3 do comprimento do bordo palpebral podem ser retirados pôr cirurgia tradicional uma vez que técnicas modernas de exérese em "V" ou "V para Y" fazem com que não se notem seqüelas cirúrgicas relativas não só à estética coma ao bom funcionamento das pálpebras no sentido de distribuição do filme lacrimal , proteção mecânica e eficiente bombeamento das lágrimas para o aparelho de drenagem nasolacrimal entre outras .

Caso os tumores possuam cito ou histológicamente características de malignidade deve-se associar as cirurgias a outras técnicas de erradicação ou controle da neoplasia. Disponível pôr hora para nós essas técnicas se resume a crioterapia e a quimioterapia. Nos EUA é comum tratar-se problemas palpebrais de diagnóstico maligno com a radioterapia. Alguns colegas no Brasil estão começando a pensar em tratar casos selecionados por esse sofisticado método utilizando a colaboração de oncologistas humanos que cedem para uso veterinário unidades radioativas tipo bomba de cobalto ou césio para aplicações sob a orientação de um oncologista veterinário experiente que tenha capacidade técnica de avaliar quantidades de radiação a serem empregadas , repetições do tratamento e manejo efetivo dos efeitos colaterais.

Temos estatisticamente a prevalência em quase 30% das neoplasias palpebrais os adenomas de glândulas sebáceas , seguido de , beirando os 20% de incidência os papilomas de células escamosas , os adenocarcinomas de origem sebácea com 15 % , os melanomas benignos com 10 % e os melanomas malignos com + ou - 5% de incidência. Em gatos é freqüente o carcinoma de células basais , principalmente naqueles bichanos com pelagem clara ou preferencialmente branca que não dispensam horas de preguiçoso banho de sol onde sob a ação malévola dos raios infravermelhos predominantes em alguns períodos do dia (10 às 15 horas) desenvolvem tumores severamente invasivos localmente que ulceram com incrível violência , acarretando prurido intenso que leva a dermatite infecciosa secundária de variadas proporções. Esses pacientes devem sofrer uma combinação de tratamentos que vai do debridamento e retirada da ulceração , controle severo das infeções secundárias e meios físicos de contenção que impeça o autotrauma e a conseqüente automutilação sendo imperativo nesses casos a hospitalização desse indivíduo pôr um período relativamente longo , o que obviamente deve ser discutido com o proprietário.