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Entrópio
é a inversão da margem palpebral para dentro
do olho permitindo que os cílios e o pêlo das
pálpebras entre em contato com a córnea e a
conjuntiva. O entrópio pode ser unilateral ou bilateral.
No entrópio bilateral é importante verificar-se
se não há condição oftálmica
que o faça ficar continuamente apertando a fissura
palpebral como mecanismo de defesa , pois caso isso ocorra
é possível haver a instalação
de um entrópio secundário a outra desordem oftálmica
que não se resolverá ao executarmos a correção
cirúrgica do mesmo. É sugerido ser doença
de transmissão hereditária , e afeta mais freqüentemente
algumas raças especificamente. No meu serviço
o campeão absoluto é o Shar-Pei , seguido de
perto pelo Setter , Cocker , Pug , Chow-Chow , Rottweiller
e o São Bernardo que as vezes possui ectrópio
concomitante. O entrópio espástico já
mencionado pode ser causado pôr espasmos no músculo
orbicular , pôr alguma condição continuamente
irritante do olho . Após algumas semanas esse entrópio
pode se tornar condição irreversível
e deve então ser tratado cirurgicamente como se fosse
uma condição primária.O entrópio
pode causar severo dano corneal chegando até mesmo
à condiçào de ruptura . O indivíduo
afetado apresenta profundo e as vezes imensurável desconforto
. Nos filhotes caninos podem passar despercebidos principalmente
em raças cheias de rugas pois o temperamento afável
e infantil do filhote mascara por vezes uma severa condição
oftálmica . Numerosos procedimentos cirúrgicos
já foram desenvolvidos . Alguns beiram o absurdo com
cirurgiões alterando drásticamente as características
faciais de seus pacientes com objetivo de corrigir o enrolamento
das pálpebras. Acredito que só se deve operar
indivíduos que tenham completado seu ciclo de crescimento
afim de não se executarem subcorreções.
Em indivíduos jovens com lesões corneais importantes
podemos usar suturas temporárias afim de minimizar
o problema até podermos intervir para sanar o entrópio.
Acho que todo cirurgiào veterinário que se arvora
em operar entrópio deve assistir a especialistas oftálmólogos
para aprenderem e não terem que reoperar seus pacientes,
pois creio que existe uma tendencia do cirurgião generalista
em executar subcorreções.
Ectrópio é o enrolamento das pálpebras
para fora ocasionando exposição da conjuntiva
palpebral ao meio ambiente . Essa exposição
pode acarretar acúmulo de sujidades que podem resultar
em descargas oculares de variada intensidade . O ectrópio
pode também acarretar um déficit na importante
função palpebral de bombear(pump) as lágrimas
para o canto medial do olho onde será removido do olho
através da rede de drenagem nasolacrimal. É
bem menos agressivo que o entrópio mas acarreta desfiguração
facial e as vezes epífora de razoável intensidade
que é desagradável principalmente esteticamente.
A correção do ectrópio é de menor
complexidade de que do entrópio . Quando as duas condições
coexistirem deve-se optar pela técnica cirúrgica
de Cantoplastia lateral com a criação cirúrgica
de um ligamento lateral cantal.
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