A
Evolução da Mediunidade
No complexo mecanismo da consciência humana, a paranormalidade
desabrocha, alargando os horizontes da percepção em torno
das realidades profundas do ser e da vida.
(Divaldo P. Franco, pelo espírito Joanna
de Angelis, Momentos de Consciência)
Através
da mediunidade, os espíritos podiam se comunicar e trazer
as informações necessárias para que o homem de saber aceitasse,
mediante comprovação cientifica, a existência do espírito,
da continuação da vida depois da morte, possibilitando
a fé raciocinada e a união da Ciência com a Religião.
Os mecanismos de comunicação e de comprovação precisavam
evoluir para que se alcançassem os objetivos da Espiritualidade.
As comunicações, que se iniciaram por ruídos e estalidos,
foram aos poucos melhorando, tornando-se mais variadas,
complexas e eficientes, para melhor transmissão das idéias
e comprovação da veracidade do fenômeno espírita.
Os espíritos, que a principio externavam seus pensamentos
através das batidas (tiptologia), como em Hydesville,
passaram a produzir os estalidos em mesa de tripé em torno
da qual estavam as pessoas. Observou-se, posteriormente,
que se elas colocassem as mãos sobre esse móvel, depois
de algum tempo, ele se movimentava e respondia a perguntas,
batendo com um dos pés no chão, sempre que era pronunciada
a letra desejada ou respondendo com uma ou duas batidas
para significar sim e não.
Esta técnica ficou mundialmente conhecida como o fenômeno
das mesas falantes ou girantes.(...)
Mais tarde notou-se que esses objetos eram desnecessários
e que bastava alguém revelado como médium empunhar um
lápis, para os espíritos escreverem de forma automática.
Essa
espécie de comunicação foi denominada escrita mecânica,
porque (teoricamente) nela o médium não tem conhecimento
do que sua mão escreve.
Daí surgiram médiuns capazes dos mais incríveis efeitos
físicos: materializações (objetos e espíritos aparecem;
são palpáveis e apresentam todas as características da
matéria); transportes (coisas e pessoas são elevadas e
pairam acima do solo ); escrita direta (textos aparecem
sem que se use qualquer meio material normal); voz direta
(há produção de voz humana audível por todos os presentes);
bicorporeidade (o médium transporta-se, em corpo fluídico,
para outro local, onde é visto materializado); fotografias
de espíritos e muitos outros fenômenos.
A
comunicação com espíritos generalizou-se rapidamente nos
cinco continentes.
(Extraído
do livro "Tire suas Dúvidas - Grandes Temas Espíritas
Em Linguagem Fácil" Barros, Homero Moraes. Ed.
Didier , 2000)