Momento histórico da chegada do Espiritismo
No
início do século XIX, a humanidade consolidava o grande
avanço científico, tecnológico e social que as libertaria
das amarras que a subjugavam às Igrejas, que, amparadas
pelas fogueiras da intolerância, sufocavam o saber, com
prepotência.
A Espiritualidade Superior vislumbrou o progresso da Ciência,
a derrocada das religiões e a grande luta que se travaria
entre o saber e a fé dogmática coerciva. Os homens ilustrados
negariam a imortalidade da alma. Negariam a Deus. Os cientistas
libertos da religião pragmática e fanática se tornariam
materialistas e instalariam o culto a matéria. Os ensinamentos
de Jesus, relegados a plano inferior, seriam considerados
piegas, coisas para mulheres, crianças e sentimentais
visionários, "ópio do povo".
Era
o momento de realizar-se a promessa do Cristo, apontada
por João (XIV : 15 a 17; 26): "Se me amais, guardai os
meus mandamentos; e eu rogarei ao meu Pai e ele vos enviará
outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco:
- o Espírito da Verdade,que o mundo não pode receber,
porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas, quanto
a vós, conhecê-lo-eis, porque ele ficará convosco e estará
em vós. - Porém o Consolador, que é o Espírito Santo,
que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as
coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito".
Era o momento para a chegada do Consolador, que entre
nós haveria de permanecer, trazendo os ensinamentos da
grande verdade que possibilitaria a harmonização do saber
com a fé e o amor. Seria o traço de luz para a união entre
a Ciência e a Religião, para que, um dia, ao longo dos
séculos, se tornem uma só: a Ciência será a Religião do
futuro; a Religião do futuro será a Ciência. A fé alicerçada
na razão unificará o crer e o saber.
(Extraído
do livro "Tire suas Dúvidas - Grandes Temas Espíritas
Em Linguagem Fácil" Barros, Homero Moraes. Ed.
Didier , 2000)