Por Waldyr Neto
Os freios tipo “tubo”, normalmente chamados ATC (marca da americana Black Diamond), já estão hoje consagrados no meio do montanhismo. Leves e confiáveis, dissipam bem o calor e não torcem a corda durante o rapel. Com essas características, os ATCs literalmente mandaram para o museu os tradicionais freios oito.
Recentemente
a fabricante francesa Petzl lançou um freio chamado Reverso (ver figura), que
curiosamente ainda é pouco visto entre os escaladores no Brasil. O Reverso nada
mais é do que um freio tubo, e pode ser usado como um freio tubo tanto para dar
segurança quanto para rapelar. A grande sacada está nas características
incorporadas ao Reverso, que fazem dele uma ótima opção para o escalador de nível
médio ou avançado.
Em comum o ATC e o Reverso têm as funções de freio dinâmico (absorvem o impacto de uma queda deixando correr um pouquinho a corda), tanto para segurança do guia quanto para segurança do participante. Ambos são também eficientes freios de descida. E o Reverso e alguns modelos de ATC são assimétricos, permitindo escolher uma opção de freio com mais ou menos atrito.
Mas o Reverso oferece também outras características que não são possíveis com o ATC, que são:
Desvantagens do Reverso:
Comparando rapidamente o Reverso com o desejado freio Gri-Gri, as vantagens são muitas em favor do Reverso. O Gri-Gri é um freio estático (não deixa a corda correr um pouquinho numa queda), o que pode ser perigoso para dar segurança ao guia em escaladas com quedas potenciais maiores. Além disso, quem usa Gri-Gri acaba tendo que usar um aparelho para rapel. O Gri-Gri não trabalha com cordas mais finas e não possibilita escalada em simultâneo. Isso sem contar que o Gri-Gri é mais pesado e muito, mas muito mais caro. Assim, a grande sacada do Reverso é incorporar num único dispositivo leve e de preço relativamente acessível uma ampla gama de funções que ele realiza relativamente bem. É só saber usar a função certa na hora certa.