RESUMO DA ANATOMIA DO RECÉM NASCIDO
Considerações
Iniciais:
Peso médio = 3300 g (aumenta 20 X após nascimento);
Comprimento
(vértice-calcâneo) = ± 50 cm (4 vezes o tamanho da cabeça, e, no adulto,
é de 8 vezes);
Meninos são maiores e mais pesados que as meninas, em geral;
Peso
no RN = 80% de água, e nos adultos = 60%
No
RN tem mais Liq. extra-celular (LEC) do que Líq. intra-celular (LIC).
Nos adultos isto se inverte;
Umbigo:
Ao nascimento está ± a 1,5 cm abaixo do ponto médio vértice-calcâneo,
e, com o desenvolvimento, o umbigo vai subindo (adulto - 3/5 abaixo dele);
Pêlos:
Lanugo é a primeira camada, e se desenvolve no 4º mês fetal Antes
do nascimento boa parte deles são substituídos, e o restante, após pouco
tempo do parto (cílios, sobrancelhas e couro cabeludo são os mais
resistentes do lanugo, e por
isso, são os últimos a serem trocados). Os pêlos secundários também são
finos, e, os pêlos terminais (que vem na puberdade), são grossos . As glândulas
sebáceas tb desenvolvem-se no 4º mês fetal, e lançam secreções que irão
ser os principais componentes do vérnix caseoso (proteção contra
contato freqüente com líq. amniótico), que forma a camada esbranquiçada
que recobre o RN;
Gordura: Tela subcutânea se desenvolve ao final da gravidez (RN normal = mais robusto que um RN prematuro), e esta gordura basicamente se compõe de gordura marrom, e se localiza ao redor do pescoço, entre as escápulas (pescoço do RN = curto e grosso), no esterno e como massas espessas posteriores às glândulas supra-renais e aos rins (coxins adiposos). Esta gordura é importante na manutenção da temperatura e na produção de calor ( tem relação com a glândula de hibernação dos mamíferos). Há camada fibroadiposa especialmente nas palmas e plantas (coxim adiposo = "pé-chato em RN"). Não há depósitos de gordura no feto, mas isso não traz problemas nutricionais, pois a placenta fornece carboidratos (CH) que é a principal fonte de calorias para ele. Após nascimento, se desenvolvem depósitos de gordura. Antes do nascimento = acúmulo de grandes reservas de CH no fígado e mm. esqueléticos (para suportar os 3 dias após o nascimento, quando o RN começa a mamar);
Temperatura
do RN = 36,6 °C, e cai logo após o nascimento, chegando à 32,7 °C após
2 h do nascimento;
Mamas:
Se desenvolvem a partir da 7ª semana fetal (antes dos pêlos!) através de
um espessamento da ectoderme da clavícula até a prega inguinal (linha ou
crista mamária). São firmes e planas. Podem eliminar um pouco de líq.
cinza opalescente = colostro (resultado da estimulação hormonal
materna para o filho, através da placenta). Com o tempo vão saindo da
linha mediana em direção às laterais;
Esqueleto:
Pode ter 2 origens: membranácea
(ex: calota craniana) ou cartilaginosa (ex: ossos longos = ossificação
endocondral). O processo de ossificação começa com os centros de ossificação
(6ª semana), que existem em nº ± de 800, e após o nascimento restam
apenas pouco mais da metade. Eles aparecem em 1º lugar na linha mediana da
clavícula. Os ossos são formados por 2 ou + centros. Existem centros primários
(que aparecem antes do nascimento, e que formam a maior parte de um osso) e
os secundários, que aparecem após o nascimento, e aparecem primeiro em
meninas. Os ossos do RN são muito esponjosos (porosos), mais do que nos
adultos (nestes, ocorre aumento da compactação por diminuição dos
centros hematopoéticos, que se resumem em apenas alguns ossos esponjosos).
O nº de ossos num RN = 270 (ossos separados), onde 172 = esqueleto axial, e
98 = esqueleto apendicular;
SISTEMA OSTEO-ARTICULAR
Os ossos da calvária do RN são finos, e separados por
uma flexível e resistente membrana ao longo das linhas de sutura do crânio =
fontanela, presente em nº de 6 normalmente após o nascimento (2 medianos -
anterior e posterior - e 4 laterais
- dois esfenoidais e dois mastoídeos).
A obliteração
das fontanelas ocorre a partir do 3º mês após nascimento, e ocorre por
crescimento medial dos ossos membranáceos, e, após o 2º ano, devem estar
todas fechadas. Pode ocorrer: craniossinostose,
que é uma ossificação prematura cranial (microencéfalo); escafocefalia,
fechamento rápido da sutura sagital (= crânio alongado); acrocefalia,
fechamento precoce da sutura coronal; craniosquise, falta da abóboda
craniana (anencefalia); encefalocele ou meningocele, quando o encéfalo
ou apenas as meninges (respectivamente) fazem protusão para fora, devido à
falta de alguns ossos craniais - correção cirúrgica. Através de punção da
fontanela anterior, pode-se fazer coleta de sangue, ou tb fazer hidratação. Em
RN desidratados, o fontículo fica com uma depressão.
-Ossos
frontais: Possuem a sutura frontal mediana (metópica), que geralmente não
persiste em adultos. Sem seios frontais ao nascimento (por isso não se deve
fazer RX para sinusite em RN) apenas após o 2º ano eles começam a invadir os
ossos.
-Osso
esfenóide: No RN é constituído por 3 porções (corpo, asas menores e
maiores) que se unem após 1 ano. O corpo é esponjoso ao nascimento. O seio
esfenoidal só aparece após 5 anos. Só se une ao osso occipital pela
sincondrose esfeno-occipital após a puberdade, pois antes disso há uma grande
massa de cartilagem separando-os.
-Osso
occipital: 4 porções ao nascimento (parte basilar, 2 laterais e a porção
escamosa), unidas por cartilagem, e se colocam ao redor do forame magno. A união
de todas elas pode durar até 7 anos.
-Osso
maxilar: Cada maxilar no RN é baixo e largo. A porção alveolar tem 5
grandes alvéolos, com 5 grandes dentes decíduos. Crescimento posterior ocorre
mais no sentido vertical, devido ao desenvolvimento dos seios maxilares,
principalmente.
-Osso
temporal: No RN, possui 3 porções (escamosa, petrosa e timpânica),
separadas por suturas. Não há processo mastóide, o que expõe o n.
facial, o que leva-o a ser propício a sofrer lesões principalmente no ato obstétrico.
-Mandíbula:
2 metades ósseas unidas por tec. fibroso na sutura mandibular. Após 1º ou 2º
ano de vida, eles se unem. Corpo grande, com alvéolos (dentes decíduos e
alguns já permanentes). Ângulos curtos.
-Crânio:
predominância no RN de Neurocrânio em relação ao Viscerocrânio.
-Dentes:
Ao nascimento há somente as coroas alveolares em baixo da gengiva. Quando a
criança aprende a mastigar (±1 ano), aparecem os primeiro molares inferiores)
e, dois meses depois, os superiores. Antes deste 2, aparecem os incisivos
centrais inferiores (6 meses), laterais inferiores, centrais superiores e
laterais superiores. O restante dos dentes vai aparecendo com o tempo. O 3º
molar pode ou não aparecer (17 a 21 anos), e tende a desaparecer.
SISTEMA
MUSCULAR
Musculatura
Constitui cerca de 25% do peso
do RN, e isto praticamente dobra no adulto. Os músculos esqueléticos têm 2
origens embriológicas: branquioméricos (1º, 2º, 3º e 4º arcos
branquiais) e miotônicos, derivando da camada germinativa da mesoderma,
exceto os m. da íris, que derivam da ectoderme do primitivo cálice óptico.
Músculos
Branquioméricos:
derivados
do 1º arco branquial: músculos da mastigação/ventre anterior do m. digástrico
= inervação pelo n. trigêmio (V par ).
derivados
do 2º arco branquial: músculos da mímica, ventre posterior do m. digástrico,
m. estilohióideo = inervação pelo n. facial (VII par ).
derivados
do 3º arco branquial: músculo estilofaríngeo, m. constrictor superior da
faringe = inervação pelo n. glossofaríngeo ( IX par ).
derivados
do 4º arco branquial: m. constrictor médio e inferior da faringe
(separados pelo m. estilofaríngeo), mm. intrínseca da laringe = inervados pelo
n. vago ( X par ).
O RN possui musculatura relativamente bem desenvolvida no pescoço e tronco. A mm. dos membros superiores é bem desenvolvida, ao contrário dos inferiores. A mm. esquelética já está formada antes do nascimento (4º mês intrauterino), e a mm. cardíaca por volta do 8º mês. Portanto, após o nascimento, ocorre apenas uma hipertrofia muscular, e não a formação de nova mm.(hiperplasia é só no RN)..Já os mm. da mímica estão relativamente bem desenvolvidos ao nascimento. Os mm. dos lábios, mandíbula, língua, palato e faringe estão bem desenvolvidos, devido à sucção e deglutição (este é o 1º reflexo circunscrito que ocorre). Os m. esfíncter do ânus e diafragma pélvico são fracos (pequena retenção de fezes). Aproximadamente no 3º mês de desenvolvimento o feto começa a deglutir material amniótico (750 ml/dia). Os músculos do RN tem menor quantidade de tec. fibroso em relação ao muscular.
SISTEMA LINFÁTICO
Linfonodos
Quantidades
variantes de linfonodos, porém os inguinais formam a maior massa. Os linfonodos,
ao nascimento são róseos (depois mudam de cor conforme a região). O
tamanho dos linfonodos aumenta muito até a idade adulta (20x), porém o nº
deles não aumenta muito (3x). A formação de linfócitos no feto ocorre no
fígado, medula óssea e timo. Eles param de se formar no fígado
antes do nascimento. Aos quatro meses de desenvolvimento, são produzidos nos
linfonodos. O ducto torácico esquerdo é bem visível no feto, já o direito não.
Tonsilas
Tonsilas faríngica (adenóide), tubáricas e lingual formam o anel de
Waldeyer, que protege da entrada de infecções nos sistemas respiratório e
digestório.
Timo
Possui peso de 10 g, e isto aumenta até a puberdade, atingindo o máximo do peso nesta fase (30 g). Depois, vai diminuindo. Aos 2 anos de idade, adquire o tamanho máximo. O tipo bilobar é o mais comum de timo. Sua porção cervical repousa sobre a superfície anterior da traquéia e das bainhas carotídeas. Ela é coberta pelos m. esterno-hióideo e esterno-tireóideo. Sua porção torácica, no RN é coberta pela metade superior do esterno e também pelas 3 primeiras cartilagens costais. A veia braquiocefálica tem íntima relação com o timo, e pode inclusive estar mergulhada nele. Na infância, o timo se torna mais comprido e estreito(porção cervical vai ficando menor). Primariamente, é constituído de linfócitos (amadurecimento do SI), e depois, gordura. Ele desenvolve a polpa branca do baço.
SISTEMA RESPIRATÓRIO
Coanas
Em RN são estreitas e, por isso, ocorre facilmente obstrução (principalmente
devido ao tecido linfóide)
Septo Nasal
Em RN é reto, porém em adultos, tende a desviar para o lado direito
Tuba auditiva
Ponto de comunicação da cavidade timpânica com a cavidade nasal. É importante, pois as mucosas destes 2 lugares são iguais, e avançam e revestem a orelha média, e, deste modo, pode originar infecções (otite média). O óstio faríngeo da tuba auditiva é baixo (quase intranasal), e tb pode receber infecções. Com o tempo este óstio vai subindo, e irá se colocar atrás da concha nasal inferior, onde permanecerá na idade adulta.
Laringe
Já bem desenvolvida
Traquéia
Como
nos adultos, é mais larga em cima do que em baixo. Os anéis traqueais já estão
prontos ao nascimento (cerca de 16 a 20), e os ligamentos traqueais também
existem, porém até a infância crescem na mesma proporção que os anéis
traqueais, vindo a ter seu crescimento maior (em largura, levando a um
crescimento em comprimento) apenas na puberdade (por isso é difícil de se
realizar traqueotomia em RN). Por isso, no RN, a traquéia é mais estreita do
que nos adultos.
A
bifurcação da traquéia no RN ocorre acima do que nos adultos.
Brônquios e alvéolos
Como nos
adultos, o Brônquio Principal Direito é mais curto, grosso e vertical do que o
esquerdo. As ramificações básicas dos brônquios e a ramificação segmentar
dos vasos pulmonares já estão estabelecidas em fetos de 5-6 semanas(1 mês e
1-2 semanas). O nº de alvéolos e bronquíolos cresce até a puberdade.
Antes
do RN começar a respirar, os bronquíolos terminais e os alvéolos estão
cheios de líquidos ( =secreção glandular, células descamadas e líquido amniótico),
isto é, não estão colabados.
No
6º/7º mês é formada a subst. surfactante, que diminui a tensão
superficial alveolar e protege contra a ação direta e tóxica do oxigênio. Em
RN prematuros, pode ocorrer morte devido à não produção desta substância, e
isto é chamado de doença da
membrana hialina. Por este motivo a freqüência respiratória é
muito mais alta do que em adultos ( 40/44 rpm contra 12 rpm em média).
Pulmões e Pleura
No
RN, o peso do pulmão é 20x menor do que em adultos. Os pulmões são mais
curtos e largos.
A pleura parietal em RN possui o recesso costomediastinal muito afastado ( o que
também faz com que a área nua do esterno seja maior do que em adultos).
SISTEMA CARDIOVASCULAR
Coração
É
relativamente grande ao nascimento (é bem maior em relação ao tórax e aos
pulmões do que em adultos). As freqüências de pulso não são fixas,
variando bastante, porém, são bem mais altas do que em adultos. Apesar
do VE pesar + do que o VD, ocorre preponderância funcional do VD durante os 2-3
primeiros meses após o nascimento. Ocorre aumento em tamanho das fibras
musculares e não em nº. As do VE crescem muito mais, chegando a pesar 2x o VD
em adultos.
Até o 3º mês, a espessura das paredes é igual (5
mm), porém após isto, o VE é se
torna mais espesso.
Ao final da 8ª semana ele atinge sua estrutura
definitiva de desenvolvimento, portanto, qualquer anormalidade resultante da
falta de formação e divisão das câmaras e grandes vasos deve ocorrer antes
desta data.
Forame Oval
: Abertura que une a parte posterior do AD (que recebe sangue oxigenado da
placenta pela V. Cava Inferior *, e sangue não oxigenado vindo da V. Cava
Superior) com AE, no decorrer da vida fetal, e por um período variável
após nascimento.
À medida que os pulmões aumentam de tamanho, aumenta
o fluxo de sangue para ele, e diminui a passagem de sangue pelo forame oval.
O fluxo de sangue pulmonar é limitado durante a gestação
devido à resistência vascular pulmonar, decorrente de os túbulos respiratórios
ainda estarem cheios de líquidos. Com a 1ª respiração, os pulmões se
expandem e o fluxo sangüíneo sofre aumento rápido de 200% ou mais. Isto força
o fechamento da válvula do forame oval (fechamento funcional)
O fechamento anatômico ocorre na maioria dos casos por
volta do 4º mês.
*
OBS: a veia cava inferior, na realidade, traz sangue também não oxigenado, porém
este sangue se torna oxigenado devido à junção com a V. umbilical (pelo ducto
venoso, em boa parte), que traz sangue arterial, e, assim, quando as 2 se
juntam, formando a V. cava inferior, dizemos ser sangue oxigenado, mas na
realidade, é misturado.
Ducto Arterial
É um curto vaso arqueado que liga o tronco pulmonar com a parte superior descendente da aorta torácica. Origina-se como uma continuação direta do tronco pulmonar no local onde este se divide nas artérias pulmonares direita e esquerda.
Durante o desenvolvimento fetal, quando o fluxo sangüíneo
através dos pulmões em desenvolvimento é quase inexistente, o ducto arterial
ajuda o VD a funcionar com toda a sua capacidade de modo que sua musculatura se
desenvolva ao máximo. Assim, todo o sangue do VD é lançado na aorta, sangue
este que iria para a árvore pulmonar.
Na 1ª respiração, diminui a resistência pulmonar,
aumenta o fluxo sangüíneo pulmonar, e aumenta
o nível de Oxigênio no sangue. Isto tudo, associado ao ar inalado pelo RN está
relacionado com a contração da musculatura lisa do ducto arterial. O hormônio
bradicinina aparece no sangue do RN para desencadear esta contração. O
ducto não fecha-se na hora, podendo até levar alguns dias. No fechamento, a
camada íntima do ducto fica espessada, e, além disso, ocorre substituição da
parede do ducto por tecido conjuntivo do tipo colágeno.
Artérias Umbilicais
No
RN, são continuações diretas das aa. ilíacas internas (elas levam sangue
misto). Ao passarem ao longo da parede abdominal anterior, elas elevam o peritônio
nas chamadas pregas umbilicais mediais. Imediatamente após o funículo
umbilical ser seccionado, as artérias sofrem uma contração de modo que o
fluxo sangüíneo é interrompido mesmo que o funículo não seja ligado., isto
graças à bradicinina (constrictor) , que forma-se no sangue do funículo,
quando a temperatura deste baixa, logo após o nascimento. A obliteração segue
ao longo do funículo, de modo que no 2-3º mês pós nascimento, ocorre o
fechamento total, formando os chamados ligamentos umbilicais mediais.
Veia Umbilical
Leva
sangue oxigenado. Quando passa através do umbigo, ela estende-se até a porta
hepática, onde se junta com o ramo esquerdo da veia porta, (antes disso, ela
emite vários e calibrosos ramos intra-hepáticos que se distribuem diretamente
no parênquima hepático; de 40 a 60% do sangue passa por este caminho, o
restante através do ducto venoso) formando um seio. Ao longo da maior parte de
seu curso, ela está inserida dentro do ligamento falciforme do fígado. Ao
nascimento, e conseqüente queda de temperatura corporal do RN, a bradicinina
age fechando esta veia (formando o chamado ligamento redondo do fígado).
Ducto Venoso
No RN, é um tronco vascular considerado com o uma continuação direta da veia umbilical. Termina na V. cava inferior. De 60 a 40% do sangue vindo da veia umbilical passa pelo ducto venoso. Depois da oclusão, vira ligamento venoso (início na 2ª semana após o nascimento e acaba no 3º mês).
SISTEMA DIGESTÓRIO
Estômago
Quando o RN chora, ele deglute grande quantidade de ar,
que vai para o estômago, e, assim, ele pode aumentar de 4 a 5x o seu tamanho.
Todas as subdivisões estão presentes no RN. Ao nascimento, a capacidade dele
é de 75 ml, e, nos adultos, é de ± 1 L. A mucosa e a submucosa são
relativamente mais espessas que nos adultos. Onda peristáltica progressiva está
ausente em RN (apenas contrações não peristálticas ).
obs:
pode ocorrer o mecônio
(sofrimento fetal) = o feto não elimina no liquido amniótico .
Apêndice Vermiforme
É relativamente grande em RN. Apendicites são raras.
Intestino Grosso
É mais
liso que em adultos. Possui tênias, mas não possui haustros (apenas após 6
meses eles aparecem ).
Fígado
É
enorme ao nascimento, podendo chegar a 150 g (cerca de 4% do peso total da criança).
No 1º ano, duplica seu peso, e no 2º, triplica. Ele ocupa cerca de 2/5 da
cavidade abdominal.
Vesícula Biliar
Muito pequena, com ± 2 cm de comprimento.
SISTEMA
UROGENITAL
Rins
Ao nascimento, podem apresentar de 5 a 20 lóbulos, que podem sumir ou persistir
no adulto. Durante a vida fetal, possuem pouca função excretora (graças à
placenta, que tb exerce esta função). Até ± 6 semanas, os rins funcionam
mal, porém após o 2º mês começam a funcionar plenamente
Ureteres
Permitem o refluxo vesico-ureteral, por isso, crianças tem muitas infecções
urinárias.
Próstata
No RN é muito grande
RESQUÍCIOS DA CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA
| Veia Umbilical | -> | Ligamento Redondo do Fígado |
| Artérias Umbilicais | -> | Ligamentos Umbilicais Mediais |
| Úraco | -> | Ligamento Umbilical Mediano |
| Ducto Venoso | -> | Ligamento Venoso |
| Forame Oval | -> | Fossa Oval |
| Ducto Arterioso | -> | Ligamento Arterioso |
CRONOLOGIA
DA ANATOMIA DO RECÉM-NASCIDO
(itens
citados no resumo apenas)
1
mês e duas semanas (6 semanas)
- início da ossificação (centros de ossificação)
1
mês e três semanas (7 semanas )
- mamas; estabelecimento das ramificações básicas dos brônquios e também da
ramificação segmentar dos vasos pulmonares.
2º
mês -
estrutura definitiva do coração já formada.
3º
mês -
deglutição do líquido amniótico.
4º
mês
- lanugo, glândulas
sebáceas (vérnix caseoso); formação da mm. esquelética; produção dos linfócitos
já pelos linfonodos.
6º
mês -
incisivos, substância surfactante (ver tb 7º mês)
7º
mês
- produção
de substância surfactante (perigo em prematuros!!!)
8º
mês -
formação final da mm. cardíaca
antes
do nascimento/final da gravidez
- substituição do lanugo; tela subcutânea; acúmulos de grande quantidade de
CH no fígado e mm. esqueléticos (para suportar os 3 dias após o nascimento,
quando o RN começa a mamar); parada de formação de linfócitos pelo fígado.
logo
após parto
- queda da temperatura (até 32, 7°C após 2 horas), o que faz com que a
bradicinina haja interrompendo o fluxo sangüíneo das aa. umbilicais e também
da veia umbilical; 1ª respiração (=expansão pulmonar, aumento de fluxo sanguíneo
para os mesmos, fechamento funcional do forame oval e início do fechamento do
ducto arterial - junto com bradicinina).
2ª
semana pós parto
-
início da oclusão do ducto venoso.
2º
mês pós parto
- funcionamento pleno dos rins
3º
mês pós parto
- fechamento das fontanelas (início); espessura das paredes ventriculares cardíacas
ainda é igual (até este mês, quando o VE passa a ficar bem maior); ainda
ocorre (até este mês), preponderância
funcional do VD sobre o VE; oclusão total das aa. umbilicais (formação dos
ligamentos umbilicais mediais); fim da oclusão do ducto venoso.
4º
mês pós parto
- fechamento
anatômico do forame oval.
6º
mês pós parto
- aparecimento dos haustros intestinais
1º
ano pós parto
- junção das 3 partes do osso esfenóide; Primeiros molares inferiores
(mastigação)
2º
ano pós parto
- fechamento total das fontanelas; início do aparecimento dos seios frontais;
prazo máximo para junção das 2 partes da mandíbula
5º
ano pós parto
- aparecimento do seio esfenoidal
7º
ano pós parto-
data máxima para junção das 4 partes do osso occipital